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Viado faz amor, Travesti só come bundas; Jean Wyllys e a hipersexualização das mulheres trans*

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Essa semana rolou na internet/Facebook uma campanha veiculada pelo deputado Jean Wyllys que visava prevenção de DSTs através do uso da camisinha. Três vídeos e duas¹ tirinhas foram feitos em parceria com o famigerado grupo Fora do Eixo (chegaremos à questão do Fora do Eixo posteriormente).

O primeiro vídeo, protagonizado por – como nos é apresentado – dois homens cis gays, constrói uma narrativa prévia ao encontro de sexo casual arranjado via Whatsapp e, vale lembrar, o cenário onde se passa o vídeo é uma piscina. Os dois atores se beijam e, quando o que se sugere é que haverá sexo logo depois, um deles aparece com uma bebida junto com camisinhas.

O segundo vídeo, fruto do meu desafeto (assim como de muitas outras mulheres trans*), mostra um homem com roupa considerada socialmente como feminina e uma mulher trans* na porta de casa. O cenário do encontro, notem, é a rua. O rapaz se aproxima mexendo no pau, pergunta alguma coisa e a puxa, no que ela diz algo em seu ouvido – o que se sugere, então, é que haverá sexo casual e a cena seguinte mostra ambos iniciando uma transa com ela como ativa. Ela pergunta se ele tem camisinha, ele responde que não e pede para fazer sem, então ela o rejeita.

Vale lembrar que há informações (não confirmadas, vale lembrar também) que no roteiro original quem pede para fazer sem camisinha é a mulher trans* (e por consequência ele a rejeitaria), mas a pedido da atriz o roteiro foi alterado.

O terceiro e último vídeo é um vídeo geral sobre prevenção protagonizado por três homens apresentados como gays, comentando sobre o uso da camisinha no formato “puxão de orelha”. No começo do vídeo, um dos atores (terceiro que aparece no vídeo) comenta que a camisinha é uma das formas mais eficazes de prevenir gravidez, e isso é usado como piada (uma vez que o segundo ator indaga “quê??” e o terceiro, imediatamente, diz “ops” e “retifica” a afirmação prévia). A ideia de que gays não engravidam porque são gays (e automaticamente cisgêneros) exemplifica o cissexismo mais básico. Como já afirmei repetidamente neste blogue e nas redes sociais, Homossexualidade não requer simetria genital, assim como heterossexualidade não requer assimetria genital.

Até agora, indo muito além do escopo inicial desse texto, listei três problemas: O segundo vídeo protagonizado pela mulher trans*, o terceiro vídeo com o apagamento cissexista das sexualidades das pessoas trans* e o fato do coletivo Fora do Eixo ter sido parte da produção da campanha. Há ainda um quarto problema: A segunda tirinha mostra uma mulher sendo convidada por um homem para sexo casual. Ele não tem camisinha, mas uma segunda mulher que aparece na tirinha revela ter, e a tirinha termina com a sugestão de que as duas mulheres saíram juntas. Wyllys, na descrição da tirinha em sua página do Facebook, escreveu o seguinte: “Ela gosta de meninos, e também de meninas”. Depreendemos então que se tratava se uma personagem bissexual.

Não há problema algum em representar mulheres trans* fazendo sexo. Nem como “passivas” e nem como “ativas” (termos que desejo fortemente que deixem de existir algum dia). Também não há nenhum problema em representar mulheres bissexuais, aliás, ao contrário, precisamos urgentemente de representação. Qual seria então o problema?

Representação a qualquer custo? Hipersexualização

Historicamente, mulheres trans* partilham de uma visão social similar com mulheres cis negras: nossos corpos são considerados objeto de fetiche por homens cis, na maioria brancos, que nos veem como bonecas infláveis. O estereótipo da “travesti safada”, insaciável, que leva qualquer um para casa, com sexualidade descontrolada (hipersexual) sinalizada pela presença de um pênis é reforçado no vídeo tanto pelo cenário (rua), quanto pelo contexto. Não há uma narrativa prévia ao convite sexual como ocorre no primeiro vídeo. Não há cenário com piscina dentro do espaço privado. Mais uma vez vemos que nosso cenário é a rua, não precisamos de nenhuma narrativa prévia para transar, afinal somos máquinas de sexo, e só servimos enquanto objetos quando temos um “algo a mais” a oferecer: comer os homens cis héteros que, em casa, não têm a conveniência de solicitar fios-terra às suas companheiras cis. Somos o “plus” que homens vêm procurar na rua, porque não encontram em casa, no melhor estilo mulher cisgênera para casar, travesti para fuder: basta que esses homens apareçam mexendo no pau para atiçar nosso apetite insaciável por sexo.

Esse estereótipo é muito forte, pergunte a qualquer menina trans* quantas vezes já foram abordadas por homens aleatórios no Facebook simplesmente por revelarem em seus perfis que são trans*. Esse é o exercício mais básico que comprova essa visão. Em nossa sociedade só existimos enquanto máquinas de prazer. Amor, relacionamentos (monogâmicos sim, inclusive), família, afeto, nada disso nos é associado. A rua é nossa casa, o pau é nosso instrumento de trabalho, afinal viados fazem amor, mas travestis só comem bundas. Muitas vezes cobrando, outras não.

Problemática da representação da bissexualidade

O problema da representação das mulheres bissexuais é similar à das mulheres trans*: essas mulheres também são vistas como tendo um “algo a mais”, um “plus” em relação à norma que permite que homens heterossexuais possam realizar suas fantasias. São tanto alvo de fetiche quanto mulheres trans*, em um eixo diferente. Apresentar uma mulher bissexual da forma como a tirinha apresenta, como uma mulher que, mediante a não possibilidade de transar com homem (apresentado como o default, aliás, notem que a primeira opção é o homem) prontamente o “troca” por uma mulher. A sensação de troca para mim fica implícita no último quadro com a tentativa de apresentar o homem como “perdedor” por não ter camisinha. O estereótipo da “troca” ainda atinge fortemente os relacionamentos de pessoas bissexuais que são vistas como pessoas que inevitavelmente vão trair, “trocando” seus/suas companheirxs por outrx(s) de outro gênero e reforça a ideia de que pessoas bissexuais não conseguem “naturalmente” ser monogâmicas². Ainda poderíamos comentar que nenhuma campanha apresentou mulheres cis lésbicas. Ou será que o ilustre deputado acha que por não ter pau no meio não tem risco de DST?

Gravidez e cissexismo

Como dito, um dos vídeos faz uma piada em relação à prevenção de gravidez. Ora, logicamente gays não engravidam não é mesmo? Errado. Pessoas trans* podem ser também gays, lésbicas, bissexuais. Isso quer dizer que em um casal lésbico formado por uma mulher cis e outra trans* há possibilidades de gravidez. O mesmo no caso de um casal formado por um homem trans* e outro cis. Repetindo: homossexualidade não requer simetria genital; Heterossexualidade não requer assimetria genital. A campanha do deputado parece esquecer isso.

Wyllys e a escalada de problemas

Ano passado, diante da crítica colocada por parte do movimento negro em relação ao programa “sexo e as nega” (que aparentemente foi cancelado, para nosso alívio), Wyllys fez um vídeo defendendo o programa e Falabella. Não obstante ele 1) não ser mulher negra 2) não estar articulado como movimento de mulheres negras 3) não estar articulado sequer com os setores militantes de seu próprio partido, Wyllys não ouviu críticas e manteve seu posicionamento machista e racista. Desde então ele tem constantemente metido os pés pelas mãos com uma sucessão de gafes, como sugerir que os próprios gays são culpados pela homofobia (no estilo fulano é homofóbico porque é enrustido), sugerir que pessoas homofóbicas são burras ou menos inteligentes, usando inclusive tirinhas (em forma de piada) compartilhadas a partir do famigerado machista e transfóbico cientista de brinquedo Eli Vieira, dar uma entrevista a um jornal sugerindo que mulheres trans* são homens vestidos de mulher… Exemplos não faltam. Me pergunto se a ASCOM do deputado é muito ruim, se ele sempre foi assim e eu nunca reparei ou se ambos.

Por fim, reforço que não há problemas em representar pessoas bissexuais e/ou pessoas trans* como pessoas que têm relacionamentos casuais, como pessoas que transam; Não há problema em transar com desconhecidxs na rua, minha crítica não parte do ponto de vista moral. O problema está em consciente ou inconscientemente perpetuar um estereótipo nocivo contra pessoas trans* e/ou pessoas bissexuais. Somos hipersexualizadas socialmente, por isso nossa representação não pode ser tomada como igual à de outras pessoas. Sofremos com um eixo diferente de opressão.

Para terminar, sem esquecer, o Fora do Eixo é reconhecidamente por muitas pessoas que militam na esquerda, um coletivo de intenções no mínimo dúbias. Não é de hoje que correm denúncias de captação de editais polpudos com zero pagamento de verba para xs artistas envolvidxs – aliás, como ocorreu também nessa campanha do Wyllys. Não é de hoje também que o Fora do Eixo é persona non grata de outros coletivos que não querem ser associados a ele, uma vez que é sabido que o Fora do Eixo coopta coletivos e usurpa seus protagonismos.

*Agradeço à Sueli Feliziani pelo título desse texto.

¹ Wyllys postou uma terceira tirinha com uma mulher trans* (?) tentando consertar o vídeo o qual recebeu uma enxurrada de críticas. Muito louvável por um lado, mas os comentários do deputado (se defendendo de transfobia usando a Lei João Nery) são mais um tiro no pé do que um mea culpa. Os comentários se aproximam muito mais do sentido de explicar sua intenção do que trabalhar na questão que abordo no texto: hipersexualização de mulheres trans*. A intenção nós já sabíamos deputado. O que queremos é uma discussão mais profunda, algo que você não traz e nem parece interessado em trazer.

² Certamente, uma discussão sobre monogamia compulsória e a problemática da mesma deve ser feita, mas acho melhor desenvolver um texto específico para tal. Além disso, vejo com ressalvas a aplicação de críticas à monogamia que não levam em contra recortes como classe, raça, identidade de gênero e sexualidade. É fácil não ser monogâmicx quando se tem uma identidade e corpo normativos.

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Sobre Hailey

Tradutora residente em São Paulo; Pesquisadora das áreas de Linguística, Teoria Queer, Gênero e (Trans)feminismo. Transfeminista e ativista por Feminismo Intersecional.

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  1. Republicou isso em Por causa da mulhere comentado:
    Sobre as recentes trapalhadas lamentáveis do deputado Jean Wyllys…

    Responder
  2. Hailey, que arraso de texto, muito bom mesmo! Você fez apontamentos, principalmente referente à bissexualidade, que eu jamais tinha pensado. Obrigada por esse texto!

    Responder
    • Inicialmente eu também nem tinha pensado, foi pesquisando o material da campanha que me deparei com (mais) essa pérola… bjs!

      Responder
    • Bee, você que tinha falado que esses episódios do Jean não eram novidade né? Igual a Hailey comentou no texto, eu nunca tinha reparado nessas atitudes do Jean Wyllys e a maneira que ele lidava com questões que diz defender, como um deputado que tanto fala em direitos humanos. Mas lembro que tu falou que ele é arrogante e tem esse jeito de lidar com as questões já tem mais tempo. Uma pena, realmente botava fé nele antes do bafo do ‘sexo e as nega’.

      Responder
  3. Gata,
    obrigada pelo texto! Descobri coisas fantásticas que não sabia.
    Nestas horas que vejo como a crítica é importante… nos conflitos, mesmo entre aqueles que se identificam como esquerda, descobrimos novas possibilidades de abordagem. Mas, o criticado tem que estar disposto a ser criticado…
    Bjus
    Sucesso!

    Responder
  4. Gostaria de ressaltar que o vídeo envolvendo o casal gay é bem problemático. Infelizmente, como o problema não diz respeito à identidade de gênero/orientação sexual, a discussão sobre ele não tomou força no meio LGBT. Mas há uma minoria ali que está sendo desqualificada, e muito. A dos pretos gays. E isso ocorre porque toda essa campanha tem a visão do homem branco sobre as demais identidades. E os estereótipos vieram à tona em todas as peças divulgadas no carnaval 2015. Importante deixar aqui essa denúncia para lembrar a todos que, dentro de um pensamento intersecional, racismo também deve fazer parte das pautas desse movimento.

    Responder
  5. Antes de começar quero dizer que não tenho nenhum interesse em defender o deputado Jean Wyllys. Não faço parte da assessoria dele, não faço parte do partido dele e nem votei nele.

    Faltou generosidade nesse texto, aliás, falta muita generosidade entre ativistas. Nada está imune à críticas, mas as críticas que Wyllys recebe dos próprios ativistas são quase que tão injusta como as que ele sofre dos setores mais retrógrados da sociedade. Eu mesma fiz uma crítica no quadrinho da prostituta que ele postou na campanha, mas minha crítica foi construtiva. Não desmereci a campanha, apenas salientei que embora a prostituta retratada no quadrinho represente uma parcela das mulheres na prostituição ela representa uma parcela que é a minoria. A campanha não deixa de ser importante por isso. É impossível dar conta de toda a diversidade!

    Enfim, a campanha é o que é: campanha. Uma campanha deve ter linguagem direta, de fácil compreensão e disseminação. Não dá para escrever um texto sobre queer theory em todos os quadrinhos que falam de trans! É inviável.

    O mérito da campanha organizada pelo Wyllys reside no fato de falar muito diretamente sobre sexo, sem o “filtro moral” das campanhas oficiais do governo. As pessoas se conhecem, se interessam entre si e transam. Os contextos do sexo são variáveis, mas o importante é dizer: ei! transa se tiver vontade, independente de você ser gay cis, gay trans, lésbica cis, lésbica trans, hétero cis, hétero trans. Transa, mas se proteja.

    Em geral as campanhas oficiais nem tentam dar conta de diversidade são muito limitadas. É sempre o casal hétero cis, sempre o casal gay cis. Wyllys ao menos tentou se aproximar desse universo mais complexo e o que ele recebe? Pedrada.

    Na boa, o que ele retratou na campanha não resume toda a realidade, mas tampouco é irreal! As situações ali acontecem. É óbvio que podemos fazer sugestões. Eu fiz uma sugestão como uma mulher branca, cis, lésbica e que já namorou uma prostituta. Contribuí. A ASCOM dele me respondeu, imagino que meu comentário tenha chegado até ele, talvez contribua para ampliar a campanha.

    Devemos ter a solidariedade como um fator importante entre nós. Já tem gente demais nos atacando, vamos nos unir e voltar nossas forças para quem realmente merece. Wyllys é o único deputado federal assumidamente gay, é o cara que mais enfrenta Feliciano e afins. Ele não é perfeito, jamais será! Mas é antes de tudo um aliado, não um inimigo.

    Responder
  6. Jean em momento algum comentou sobre?

    Responder
  7. Oi, excelente texto! Gostei muito das reflexões! Jean é um deputado necessário, mas ainda tem MUITO que melhorar, quem é do movimento sabe como é machista, silenciador de mulher. Como mulher bissexual contribuo apenas dizendo não senti nenhum problema nem me senti ofendida com a tirinha da menina bi. Ela fica com meninos, ela fica com meninas, não senti na tirinha hipersexualização. Pra mim retrata de uma menina empoderada que decide à hora que quer, de forma aberta com quem vai ficar, sem ligar muito pro gênero da pessoa. Foi como eu li, pelo menos. Aliás gostei bastante da visibilidade dada. Beijos! Adoro seu blog!

    Responder
  8. Fiquei pensando em uma questão para as trans que são operadas falar de vida ativa é complicado penso no sentido que ele colocou e até mesmo a respeito da trans cis que têm relacionamentos mais tradicionais que não devem ser destacados e sim respeitado. Por que sempre pensar a trans como uma travestir ? (nada contra) eu me senti incomodada. Aliás alguns gays parecem não entender bem o que realmente o transexualismo falo isso por experiência própria no qual já passei por algumas situações com eles.

    Responder
  9. Resumo da ópera: queríamos que a transexual fosse retratada como uma mulher bem-sucedida, CEO de empresa, q recebeu seu celular uma linda mas sutil cantada, e depois de semanas e mais semanas de romance marcaram um encontro em que apenas deram as mãos. Só 5 meses depois rolou o sexo porque temos que mostrar que travestis são pessoas que “se dão o respeito”….

    Enfim, já vi em outros grupos falarem mal desses videos. Minha opinião? O grupo LGBT está cada vez mais desunido. Já catalogaram 2354 tipos de sexualidade para dentro do grupo LGBT existirem milhares de “sub-espécies” onde uma não representa a outra, e outra não fala em nome de uma.

    Daí, a novela, a tv, o jornal, os videos na internet têm a obrigação de retratá-los de maneira A num contexto B, com um ator tipo C, com um roteiro D. Senão é homo-lesbo-trans-bi-cis-trans de novo – fobia, machismo, sexismo e o raio que o parta.

    Cansadíssimo disso. Enquanto grupos nada homogênios com os cristãos apoiam ideias cristãs que anulam nossos direitos, nós, os gays criamos centenas de “vertentes” para nos separarmos dentro do nosso grupo, e não nos unirmos. Achei os vídeos ótimos, diretos na questão sexual e no uso da camisinha, sem nhenhenhem.

    A ideia não é retratar todas as 598742 possibilidades de identidade de gênero, de desejo sexual, de visão do eu. Mas sim, dizer sem o filtro moral das campanha governamentais: ” Ei, use camisinha.” e para ter uma linguagem fácil, que promovesse identidade com o espectador, trouxe casos extremamente próximos da realidade. O objetivo que você planejou para a campanha, nada tem a ver com o claro conceito e intuito desta.

    Talvez fosse mais cabível em outra campanha sobre o preconceito contra trans, retratá-las como sugerido, mas neste não foi.

    Responder
    • Poxa Natan, desculpe por querer uma representação humanizada de pessoas trans*, mas pra quê né tá bom ser atendente de telemarketing ou prostituída. Foi mal, da próxima vez vou levar seus sentimentos em consideração! bjs!

      Responder
      • Você fala como se fosse negativo ser atendente de telemarketing ou prostituta… Calma lá… Tenho várias amigas trans, travestis e cis que são prostitutas já outras cursam universidade e trabalham em banco. Qual delas vai sofrer com a hiposexualização e a hipersexualização? Qual delas pode realmente pegar HIV?

        Responder
        • Porque obviamente prostituição e HIV estão intimamente ligados (dica: não estão) e porque o sonho das pessoas trans* é ganhar R$ 600 com telemarketing. É fácil falar quando se tem outras opções na vida né? Não é negativo ser nenhum dos dois, mas o primeiro não te sustenta e o segundo não é seguro (do ponto de vista de violência policial + transfobia) somando ao fato de que quase todas NÓS somos empurradas para um dos dois por falta de opção.

          Então, não, não se justifica.

          Responder
  10. Gostei muito do texto… Interessante o quanto me fez pensar em coisas que já tinham me sido apresentadas, mas que ainda não tinha raciocinado em suas implicações. Obrigado!

    Responder

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